escrito/traduzido por : mateus mendes
Uma parte importante da discussão focou-se no problema de transmitir a mensagem veg*ana. Os seguintes pontos foram discutidos:
Pressionar os cientistas que conhecem os factos para que os exponham, especialmente no que toca ao aquecimento global e consumo de carne. O público poderá confiar neles mais do que em organizações veg*anas;
Ligarmo-nos com organizações de países que serão mais afectados pelas alterações climatéricas (como o Bangladesh) e encorajá-las a pressionar o ocidente para uma mudança. Uma maneira de conseguir que os governos nos ouçam será com a ameaça de medidas legais (i.e., aquecimento global como uma violação dos Direitos Humanos). Contudo, pode haver organizações nesses países que sejam suficientemente fortes para influenciarem o ocidente;
Tentarmos intervir junto de grupos ambientais e de direitos dos
animais, encorajando-os a verem a necessidade do veg*anismo para a protecção do ambiente e dos
animais.
Possíveis aliados poderão ser “Friends of the Earth”, no Reino Unido, e os
partidos “Verdes”. Estarmos dentro destes grupos, respondendo pelo que já têm feito e criando
núcleos significativos de veg*anos dentro deles poderá pressioná-los a actualizarem os seus
pontos de vista, mais do que criticá-los exteriormente;
Outro ponto, adveniente deste, é se devemos trabalhar com organizações que defendem pontos de vista que não advogamos. Devemos trabalhar com eles em pontos em que há acordo mútuo, apresentando uma frente unida, ou comprometerá isto a nossa posição e irá contra os nossos princípios?
Usar as novas leis da UE para obter mais direitos e proeminência para os veg*anos;
Enfatizar o facto das emissões de metano poluirem bastante mais rápido do que o CO2, o que é positivo para os argumentos veg*anos;
Precisamos de usar argumentos centrados em nós, para persuadir as pessoas a abandonarem a carne e produtos de origem animal, não podemos esperar que todas as pessoas deixem repentinamente de comer carne porque surgiu um relatório sobre as alterações climatéricas;
Embora não possamos esperar que a carne seja banida, podemos solicitar aos governos que parem de promover injustamente a produção e consumo de carne e produtos de origem animal;
“Salvando o Clima com garfo e faca”. Barbara Ruetting explicou que conseguiu garantir que 2 pratos vegetarianos estejam disponíveis diariamente no Parlamento Bávaro. Encorajar as pessoas a experimentar comida veg*ana é um bom método de conseguir que elas reduzam o seu consumo de carne.
A questão a discussão se deve centrar em soluções Europeias ou globais foi também levantada. As seguintes sugestões foram feitas:
Não há fome na Europa, mas uma redução do consumo de carne dentro da Europa significaria que menos produtos de origem vegetais teriam de ser importadas de países mais pobres para alimentar animais. Em vez disso, estes produtos poderiam ser consumidos directamente nos seus países de origem, reduzindo o número de pessoas com fome ou mal alimentadas;
A Índia é um bom ponto de referência, e pode ser visto como na “linha da frente”. A China está “perdida”, uma vez que o consumo de carne lá se encontra praticamente aos níveis do Ocidente. Contudo, as diferenças culturais na Índia levaram a que o consumo de carne não tenha subido tanto quanto o dinheiro o permitia. É muito difícil alterar a ligação cultural à carne no Ocidente (e.g., perú no Natal);
Os países mais pobres e em desenvolvimento tendem a ver os mais ricos como modelos: os países ricos consomem grandes quantidades de carne e vêem produtos de origem animal, como a pele, como símbolos de riqueza, portanto, seguem-nos;
Problemas de aquecimento global afectarão países que não os criaram – os países subdesenvolvidos serão os mais afectados.
Uma solução proposta para reduzir o consumo de animais foi produzir carne a partir de células estaminais. Foram apresentados argumentos importantes tanto a favor como contra esta solução, porque alguns vêem-na como simplesmente reforçando o mito de que a carne é necessária, enquanto outros acham que ela proporciona uma solução viável sem causar dor nem sofrimento.